Diástase abdominal: como identificar e quais os tratamentos indicados

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A diástase abdominal afeta cerca de 50% das mulheres pós-parto, mas também pode afetar pessoas que nunca tiveram filhos ou até homens. Conversamos com Karina Villar (Crefito 270628-F), uma fisioterapeuta intensiva, que esclareceu as dúvidas e orientou como identificar a diástase e quais tratamentos tomar para melhorar o problema.

Siga o artigo!

O que é diástase abdominal?

O fisioterapeuta explicou: “a diástase refere-se à remoção do reto abdominal que ocorre com a ruptura da curva da manhã. Esse problema é mais comum entre as mulheres, porque durante a gravidez, o peso e o tamanho do útero aumentam e causam músculos. Estique a uma distância de 10 cm. “Além disso, os hormônios durante a gravidez também podem causar relaxamento muscular.

“Mulheres que nunca deram à luz crianças e homens também podem sofrer de diástase. Geralmente, devido à obesidade, falta de exercício, problemas posturais e outros fatores, até as pessoas tendem a se exercitar”, acrescentou Karina.

Como saber se tenho diástase abdominal?

Estar ciente dos sintomas é essencial, pois uma vez feito o diagnóstico, o paciente pode obter os resultados do tratamento prescrito mais rapidamente. Verifique os principais sintomas:

  • A região acima ou abaixo do umbigo pode ficar muito mole depois do parto;
  • Saliência no abdômen quando os músculos abdominais são tensionados;
  • Protuberância no abdômen ao levantar peso, tossir ou espirrar;
  • Dores na região lombar, nas nádegas e coxas.

Para diagnosticar a diástase, é importante avaliar com um fisioterapeuta profissional. Através de testes e exames de ultrassom, os profissionais podem confirmar e indicar o melhor plano de tratamento.

Consequências da diástase

A diástase abdominal Pode ter consequências a longo prazo e prejudicar a qualidade de vida. Os problemas mais comuns são dores na região lombar, trapézio, coluna cervical e coxas. Ao tossir ou transportar objetos muito pesados, a urina também pode vazar, dificultando a movimentação.

Em alguns casos, a diástase pode causar o aparecimento de uma hérnia umbilical no abdômen superior, que é um orifício acima do umbigo que pode causar a expulsão de tecido adiposo ou mesmo parte do intestino. O tratamento é realizado por cirurgia, na qual o tecido é reintroduzido na cavidade abdominal.

Tratamentos para diástase abdominal

Existem alguns tratamentos que podem trazer excelentes resultados e podem reduzir bastante ou eliminar completamente o problema. Dependendo da gravidade, você pode ver os resultados nos dois primeiros meses. Verifique o método indicado pelo fisioterapeuta:

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Fisioterapia

Se ocorrer um edema abaixo de 3 cm, pode ocorrer refluxo muscular espontâneo, exigindo fisioterapia para controlar possíveis dores agudas. Através da fisioterapia, você também pode usar a FES (estimulação elétrica funcional) (um estimulador neuromuscular transcutâneo que promove a contração muscular e fortalece o reto abdominal) para realizar um trabalho de resistência e força muscular.

Autêntico pilates

O autêntico pilates é uma atividade de intensa ação dos músculos que fazem parte da Power House (assoalho pélvico e músculos abdominais). A prática fortalece a musculatura reto abdominal e pode diminuir afastamentos com menos de 5 cm no período de 2 a 3 meses. É importante fazer os exercícios com o acompanhamento de um profissional especializado, pois, se mal executados, podem piorar ou levar ao surgimento de uma hérnia.

Cirurgia

A cirurgia é indicada nos casos em que outros métodos não apresentaram resultados satisfatórios. “O procedimento é bem simples e, normalmente, a cirurgia é feita por laparoscopia, o médico realiza pequenos cortes na região para inserir e costurar os músculos. O cirurgião usa uma linha especial que não se deteriora e nem se rompe”, explica a fisioterapeuta.

Estima-se que cerca de 32% das mulheres permanecem com diástase abdominal após o parto. O problema vai além da estética e tem consequências que podem prejudicar a qualidade de vida.

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Como prevenir a diástase abdominal

  • Fortalecimento do músculo transverso e reto abdominal: o fortalecimento desses músculos são fundamentais para estabilizar a região lombar. Além de prevenir a diástase, também previne dor lombar no pós-parto, lesões musculares, discais e o surgimento de hérnias intestinais.
  • Reeducação postural global (RPG): esse método da fisioterapia busca equilibrar as forças musculares que compõem o corpo. O objetivo da RPG é desenvolver a capacidade de movimentação normal das articulações e corrigir a postura por tração, alongamentos e respiração.
  • Técnica Tupler: é uma técnica desenvolvida para aproximar os músculos abdominais e melhorar o afrouxamento do tecido conjuntivo. O programa consiste em quatro fundamentos: exercícios específicos para o abdômen, aumento da consciência corporal, uso de uma faixa específica abdominal e mudanças de hábito que pioram ou desenvolvem a diástase.
  • Pilates: o método é muito indicado para gestantes, pois são exercícios leves associados à respiração que ajudam no condicionamento físico e mental. Além de melhorar a capacidade respiratória, também corrige a postura e, principalmente, fortalece a região abdominal e do assoalho pélvico.

É de extrema importância procurar um fisioterapeuta especializado em obstetrícia para avaliar e determinar qual o programa de prevenção para cada caso.

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